Empresas que mais empregam podem ter redução de tributos
Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que deve apresentar nos próximos dias uma proposta para reduzir a carga tributária das empresas que gerarem mais postos de trabalho. O ministro participou durante a manhã de audiência pública na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.

De acordo com Lupi, o projeto ainda está em fase de discussão no Ministério do Trabalho, e por isso ainda não foi apresentado à equipe econômica do governo. Mas o ministro garante que a renúncia de impostos não vai prejudicar o governo. "Vamos gerar emprego, quanto mais empresa pequena, média empresa tiver, menos impostos ela deve pagar, e o governo não perde tanto imposto porque no bolo no total, pela quantidade de empregados, ele acaba ganhando mais dinheiro também de imposto", explicou Lupi.

Segundo o ministro, a maioria das empresas que contrata trabalhadores, cerca de 60%, são pequenas e médias. O ministro disse que pretende criar uma graduação proporcional ao tamanho da empresa, numa associação entre União, estados e municípios. "Para mim, o grande desafio do Ministério do Trabalho é a geração de emprego, é a qualificação para o jovem e o desempregado poderem se reinserir no mercado de trabalho. Eu acho que um passo importante é a gente fazer essa correlação da diminuição de impostos com a carteira de trabalho assinada".

Carlos Lupi afirmou que é favorável ao veto presidencial à emenda 3 (que tira poder dos auditores fiscais de decidirem sobre as relações de trabalho entre empresas e prestadoras de serviço constituídas de uma só pessoa, chamadas de pessoas jurídicas). "A gente está querendo encontrar uma fórmula que mantenha o veto do presidente e apresentar um projeto de lei onde questões específicas de alguns profissionais possam ser atendidas. O que não pode é tirar o poder da fiscalização da auditoria fiscal, porque isso significa manutenção do poder escravo hoje no Brasil, do modelo do trabalho escravo", disse Lupi.

O ministro ressaltou que apesar de ser a favor do veto presidencial é preciso encontrar alternativas para permitir que algumas categorias de profissionais possam trabalhar como pessoas jurídicas. "O que não pode é você remeter para o segmento da Justiça do Trabalho essa fiscalização. Porque aí nunca vai ter solução. A Justiça do Trabalho tem uma demanda muito grande. Esse é o papel do Ministério do Trabalho, e nós não abrimos mão de continuar podendo, com os nossos auditores, fiscalizar as irregularidades cometidas".

Executivos brasileiros têm o 6º melhor salário do mundo, aponta pesquisa
Info Money

Os executivos brasileiros recebem o 6º melhor salário do mundo, revela pesquisa inédita da Mercer, divulgada nesta segunda-feira (23). Para se ter uma idéia, os diretores financeiros ganham, em média, US$ 161.232 por ano.

Já o maior salário-base da categoria - US$ 248.700, recebido pelos norte-americanos - é apenas 1,5 vez superior ao de nossos executivos. Ainda na frente do Brasil estão o Reino Unido (US$ 201.502), o Canadá (US$ 190.865), a Alemanha (US$ 170.013) e Hong Kong (US$ 164.294).

"Em muitas organizações, os diretores financeiros são os segundos mais bem pagos, recebendo apenas um pouco menos que o CEO", afirma o líder de remuneração da Mercer no Reino Unido, David Conroy.

Diretores de marketing
Entre os diretores de marketing , os brasileiros também recebem o 6º maior salário-base anual, US$ 150.728, superados apenas por EUA (US$ 205.000), Reino Unido (US$ 189.700), Alemanha (US$ 162.436), Itália (US$ 159.728) e Canadá (US$ 158.524).

Na outra ponta estão os executivos indianos, cujo salário anual gira em torno de US$ 42.824, quase cinco vezes menos que os norte-americanos. Os húngaros (US$ 76.151) e chineses (US$ 78.879) também figuram nas últimas posições.

De acordo com o líder global de remuneração da Mercer, Steve Gross, a remuneração de cada país é influenciada por fatores como níveis históricos de pagamento, tamanho da economia e competição por talento.

Entre os executivos de RH, Brasil ocupa 7º lugar
Ainda segundo o estudo, os diretores de recursos humanos brasileiros têm o 7º melhor salário-base anual, US$ 153.682. No entanto, a diferença com o primeiro lugar (norte-americanos, US$ 190.000) é a menor de todas as categorias.

Para o consultor sênior da Mercer no Brasil, Joaquim Patto, os diretores de RH brasileiros têm uma remuneração comparável aos demais executivos de alto escalão devido às responsabilidades e características específicas desta função no País.

Sobre a pesquisa
Os dados foram extraídos do Global Pay Summary 2007, estudo feito pela Mercer Human Resource Consulting com mais de 2.300 organizações multinacionais em 50 países.

Lula gasta R$ 1 bilhão e bate recorde de publicidade
Folha de São Paulo

Os gastos do Governo Federal com propaganda ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em 2006. O valor recorde na História do Brasil foi consumido por órgãos da administração direta e indireta do Partido dos Trabalhadores (PT), partido a que pertence o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é do jornal Folha de S. Paulo. O maior gasto do presidente anterior, Fernando Henrique Cardoso, foi de R$ 953,7 milhões. As quantias investidas em publicidade variaram consideravelmente durante seu mandato, com altas e quedas no decorrer dos anos. Já no governo de Lula, os gastos apresentam crescimento constante. Em 2003, seu primeiro ano no Planalto, foram investidos R$ 667,6 milhões, valor inferior a todos os anos do governo FHC. A quantia subiu para R$ 956,1 milhões no ano seguinte e chegou a R$ 963 milhões em 2005, após as denúncias do mensalão.

O valor total aplicado em propaganda pelo Governo em 2006 foi de R$ 1.015.773.838. A verba não foi igualmente distribuída ao longo do ano, mas se concentrou no primeiro semestre e nos meses de novembro e dezembro. Isso ocorreu devido às restrições impostas à publicidade governamental durante o período eleitoral. De acordo com a Folha, o aumento de gastos publicitários oficiais em anos de eleição é fato raro na história política brasileira.

Os dados referentes ao ano passado serão divulgados esta semana pela Secretaria de Comunicação Social, no site www.planalto.org.br . O ministro Franklin Martins disse ao jornal que os números "refletem uma presença forte das estatais, pois estão entre as maiores do Brasil e precisam competir no mercado".

Manias na empresa? Cuidado para não ficar mal visto entre colegas de trabalho
Info Money


No ambiente de trabalho , saber viver em grupo é fundamental para quem quer se destacar. Mas, se você só consegue pensar em eficiência, desempenho, carisma etc, está equivocado.

Viver em grupo significa também ter uma "noção" do que pode incomodar as pessoas ao seu lado. Afinal, como você, todos precisam se concentrar, desenvolver um bom trabalho com condições para isso. Pensando assim, coloque a mão na consciência e diga: o que pode irritar no trabalho?

Celular : você "ama" seu ringtone?

A tecnologia oferece recursos bastante atraentes e fica difícil resistir, certo? Mas isso não significa que, no trabalho, seus colegas devam adorar aquele toque "especial" do seu celular, que dispara quando você está distante da sua mesa.

Além de tirar a concentração dos colegas ao lado, a música insistente continua por um bom tempo.

E quem está por perto: atende? Desliga?

A conversa é sua...

Problemas pessoais? Que tal ausentar-se alguns minutos da sua mesa para tentar resolvê-los por telefone, onde possa conversar sem ser inconveniente.

Torna-se bastante desagradável, no clima silencioso e concentrado do escritório, perceber aquela discussão acalorada e fingir que nada está acontecendo. Controle seus ânimos: a pessoa do outro lado da linha pode estar em um ambiente onde possa soltar o verbo... mas você, não!

Empolgação excessiva?

Ter colegas animados é sempre bom: descontraem o ambiente e tornam os problemas menos pesados. Mas, como tudo em exagero é prejudicial, aquele funcionário altamente empolgado, que vive rindo de tudo, falando alto e brincando até com a desgraça alheia não conquista muita simpatia no local de trabalho.

Por outro lado, quem já chega no escritório perguntando "Bom dia por quê?" também não conquistará muitos amigos. Afinal, são mais de oito horas dividindo o mesmo ambiente. É preciso ter bom senso!

O ambiente não é só seu
Suponha que você divide sua mesa com um outro colega que trabalha no turno da noite. Acha justo deixar sua mesa repleta de objetos pessoais ou "amuletos" do seu time de futebol? A idéia é respeitar o espaço, que não é só seu.
Da mesma forma, muito cuidado com perfumes fortes ou com aquela mania de manter sempre em sua mesa um incenso aceso para purificar o ambiente. Você gosta do cheiro, outros nem tanto!

Segure a curiosidade
E tem algo mais chato do que aquele amigo xereta que tem necessidade de saber tudo o que está sendo discutido na mesa ao lado? Você conversa com um colega sobre os problemas ou pendências de determinado projeto, e lá vem ele: "quê?" "Do que estão falando?" "O que aconteceu?"

Pior ainda, se alguém lhe pergunta algo e algum desavisado ao lado já sai respondendo na frente.
"Tiques"

Resfriado?
A dica parece básica demais, porém necessária. Deixe uma caixa de lenços à mão, caso contrário, estará sempre sibilando (absorvendo pelo nariz). Gosta de ler o que escreve ou mesmo falar sozinho? Os outros não precisam ouvir seus pensamentos. Controle-se!
Batucada na mesa? Pulseiras batendo insistentemente na mesa enquanto digita? Cantarolar enquanto trabalha? Ficar se mexendo na cadeira giratória enquanto conversa durante a reunião?
Cuidado! Suas pequenas manias podem prejudicar sua imagem na empresa . Controle-se e capriche. Se cada um fizer sua parte, a convivência no trabalho se torna muito mais agradável. Para quem acha tudo isso um detalhe... talvez ainda não tenha passado pela experiência ou... não percebeu ainda seus próprios tiques!

Erro em ficha cadastral faz segurado pagar mais por plano
Folha de São Paulo

André de Medeiros e Albuquerque Barcinski é cliente da Sul América Saúde desde 2001. Há cerca de dois meses, descobriu por acaso que sua ficha cadastral continha um erro: a data de nascimento, que é 31/1/1968, estava registrada como 31/1/1963.

"Ou seja, a Sul América estava me cobrando indevidamente desde 2003, quando, segundo a ficha deles, eu supostamente teria completado 40 anos e teria passado para outra faixa de cobrança -a diferença da mensalidade, hoje, é mais de R$ 50."

O leitor conta que ligou seguidamente para a empresa, pedindo ressarcimento. "Depois de marcar diversas datas para me contatar, o que não aconteceu, o SAC da Sul América disse que a empresa não se responsabilizaria pelo engano, alegando que o erro foi do corretor", diz Barcinski.

"Será que a Sul América, ao cadastrar novos clientes, não checa RG e CPF para confirmar dados da ficha cadastral? Quantas pessoas estarão em situação semelhante à minha, pagando a mais por causa de "erros" do corretor?"

Resposta: A Sul América diz que, quando da contratação do seguro saúde, o cliente confirmou os dados que constavam do documento e assinou a proposta. "Em seguida, a documentação para utilização do seguro lhe foi enviada, no entanto, não houve contato solicitando a regularização. A Sul América contatou o cliente e prestou esclarecimentos. Com base nas informações fornecidas pelo segurado, porém, a solicitação será analisada."

Governo recua em mudança de cobrança tributária
O Estado de São Paulo

O governo cedeu às pressões de setores empresariais que identificaram um viés arbitrário nas propostas de projeto de lei para acelerar a cobrança de dívidas tributárias junto à Receita Federal, no total de R$ 1 trilhão, e decidiu ampliar o debate com a iniciativa privada.

O ponto polêmico é o que garante ao governo poderes para determinar a indisponibilidade geral dos bens dos devedores e a penhora do faturamento da empresa sem julgamento judicial. O projeto prevê ainda que, após o bloqueio dos bens, o devedor terá 30 dias para quitar, parcelar ou apresentar patrimônio em garantia ou até 60 dias para recorrer judicialmente.

Ao mesmo tempo em que adota medidas inovadoras, como a predisposição para negociação e o parcelamento dos débitos tributários e previdenciários, inclusive junto aos Estados e municípios, a proposta está acompanhada de maior rigor em relação aos chamados 'devedores contumazes'. Os empresários estão preocupados com o fato de que a ampliação dos poderes do Executivo em matéria tributária pode resultar em risco aos direitos dos contribuintes.

O procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, contesta essa análise e o temor de a proposta se transformar em uma peça legal arbitrária. 'Todo projeto que traz mais força para a administração tributária sempre causa uma reação contrária, com medo de eventual arbítrio', reconheceu.

Unibanco AIG assume liderança em seguros no ranking do Sincor
Valor

A Unibanco AIG assumiu a primeira posição em ranking do setor de seguros feito pelo Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor-SP) com dados até fevereiro. Com 12,40% de participação, a companhia ultrapassou a Bradesco Seguros, que detém 12,27% do mercado, em levantamento que não inclui previdência VGBL nem o segmento de saúde.

Nos dois primeiros meses de 2007, a AIG-Unibanco faturou mais de R$ 791 milhões. A Bradesco Seguros teve receitas de R$ 783 milhões. Em seguida aparecem a Porto Seguro, com R$ 555,4 milhões (e 8,70% de mercado) e a Sul América (R$ 531,2 milhões e 32%).

Boa parte dessa liderança foi puxada pelo crescimento de 35% do seguro patrimonial, em relação ao mesmo período de 2006. Nesse segmento, a AIG-Unibanco é a líder, com 37,03% do mercado, mais de três vezes o total do segundo colocado, a Itaú, que possui 9,61% do total.

Já os ganhos com o seguro de automóveis caíram 2% neste primeiro bimestre, em comparação com igual período do ano passado. Ainda assim, é o principal setor. Somando-se os resultados das mais de 50 companhias que atuam no país com seguros para carros, a categoria faturou R$ 2,92 bilhões nesses dois meses. A líder é a Porto Seguro, com 16,18% de participação e faturamento de R$ 437 milhões. Em seguida vem Bradesco Seguros com 13,30% (R$ 389 milhões) e Sul América com 12,02% do total (R$ 351 milhões).

No total, o faturamento das seguradoras teve uma variação positiva de 6%, para R$ 6,38 bilhões, contra os R$ 6,02 bilhões nos dois primeiros meses do ano passado. Segundo o presidente da entidade, Leôncio de Arruda, a maior procura por previdência e o crescimento da frota de veículos deve fazer o setor avançar 15% neste ano, acima dos 11% de crescimento do ano passado.

Para ele, a abertura do mercado de resseguros também deve aumentar a competição entre as empresas em áreas que o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) não quiser atuar. "A concorrência aumenta em segmentos com riscos declináveis, com as companhias aceitando mais riscos que não aceitavam antes", avalia.

Outro espaço para crescer, segundo Arruda, está no segmento popular, para bens de até R$ 3 mil. "Ainda é preciso aceitar alguns detalhes, já que para veículos com esses valores não podemos oferecer todas as coberturas", explica.

Mantega quer imposto maior entre prestador de serviço e empresa
Folha de São Paulo

O ministro Guido Mantega (Fazenda) voltou a defender a cobrança de um imposto maior nos casos em que prestadores de serviços trabalham exclusivamente para uma única empresa. Para ele, é preciso deixar mais claro esse tipo de relacionamento e determinar um piso salarial para a aplicação dessa nova regra, que será feita por meio da regulamentação do artigo nº 116 do Código Tributário Nacional. Essa é a saída que o governo tenta dar para acabar com a polêmica da chamada "emenda 3".

"Quando a pessoa tinha um cargo como pessoa física, por exemplo, o diretor de uma empresa, e ele vira uma pessoa jurídica com as mesmas atribuições, mas passa a pagar menos imposto e a empresa a não recolher encargos [trabalhistas]. Isso é uma fraude e temos que combater", afirmou.

De acordo com ele, será cobrada uma "pequena tarifa adicional" nesses casos e que isso só será permitido quando não houver precarização da relação. Para isso, quer discutir com o Congresso Nacional a definição de uma faixa salarial com o objetivo de proteger os trabalhadores de renda mais baixa.

"Altos salários não vão pagar os 45% que pagariam, mas também podem pagar mais que os 15% [que pagam quando são pessoas jurídicas que atuam no regime de lucro presumido]. Isso é uma discussão aberta."

A emenda 3 foi incluída por parlamentares na lei que criou a Super-Receita e vetada pelo presidente Lula no mês passado. Ela proíbe que os auditores fiscais multem e tenham o poder para desfazer pessoas jurídicas quando entenderem que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa é, na verdade, uma relação trabalhista. Pelo texto aprovado no Congresso Nacional, apenas a Justiça do Trabalho teria esse poder.

As centrais sindicais são contra a essa emenda porque temem a precarização das relações trabalhistas. A Receita Federal e o Ministério da Previdência também, já que perderiam arrecadação.

Mantega reafirmou ainda que a regulamentação do artigo 116 não irá afetar os prestadores de serviço como escritórios de advocacia, consultórios médicos e odontológicos e profissionais liberais que prestam serviços para várias empresas.

"Estamos falando só das relações de trabalho de pessoas jurídicas que são personalistas. O sujeito que trabalha para uma empresa só. (...) Muitas vezes há o acobertamento do trabalho assalariado. Está precarizando e isso não podemos permitir", explicou o ministro, que hoje se encontra com líderes do Senado Federal para discutir o assunto.

Mais caro
RTJSA

Quem acredita que o seguro de automóvel para motoristas idosos é mais caro que para os jovens está enganado. Segundo o delegado do Sincor (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), Elmson Dória da Cunha, o fato de não haver índices altos de sinistros envolvendo os idosos contribui para o baixo custo.

"Os idosos são pessoas que estão menos expostas aos riscos. Eles não saem à noite, não andam em alta velocidade e são motoristas cautelosos."

Segundo ele, não existe uma estatística que demonstra que os idosos não se envolvem em acidentes. "Motoristas entre 18 e 25 anos são os mais visados a se envolvem em confusão."
Na última semana, a Secretaria dos Transportes promoveu a Semana Internacional de Prevenção de Acidentes, que ganhou destaque pela primeira vez na cidade. O evento foi promovido pela Organização Mundial de Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde.

"Programamos ações educativas de trânsito, com blitze em áreas escolares. Houve ainda abordagens com motoristas, cobradores e passageiros de ônibus e do transporte alternativo.

Estas ações visaram orientar sobre a maneira correta de garantir a segurança e o conforto das pessoas com deficiência dentro dos veículos", disse a coordenadora de Núcleo de Educação para o Trânsito, Bianca de Aquino.

Mesmo com menor rendimento, poupança é preferência
Info Pessoal

Mesmo com a queda de rendimento da poupança, por conta da modificação do cálculo da Taxa Referencial, brasileiros ainda acreditam nesse tipo de investimento. De acordo com dados do Banco Central, a captação líquida da caderneta, em nível nacional, passou de quase R$ 215 milhões em janeiro deste ano, para R$ 1,188 bilhão em fevereiro e R$ 1,546 bilhão em março.

Nos 20 primeiros dias de abril, esse total já é de R$ 1,164 bilhão. Analisando apenas o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (sem contar o rural), esse total é de pouco mais de R$ 746 milhões, neste mesmo período.

Modificação
No início deste ano, o governo federal decidiu modificar o cálculo da TR que, por conseqüência, fez com que os rendimentos da caderneta caíssem. O investimento preferido dos brasileiros, com cerca de 60% das respostas, segundo pesquisa da Quorum Brasil, tem um retorno anual de 6,17%, mais a variação da TR do período.

A TR é atrelada à taxa básica de juros da economia (Selic, atualmente em 12,5% ao ano). Conforme o economista José Dutra Sobrinho, especialista em matemática financeira, caso o Comitê de Política Monetária (Copom) continue na tendência de corte e a taxa finalize o ano em 11,5%, o rendimento da poupança será de 7,97%. Dessa maneira, quem tinha R$ 1 mil aplicado em 1º de janeiro de 2007, terá, 12 meses depois, R$ 1.079,70.

Em 2006, o ganho financeiro foi de 8,33%. Dessa forma, quem tinha R$ 1 mil aplicado em 1º de janeiro do ano passado, exatamente 12 meses depois, em 1º de janeiro de 2007, tinha saldo de R$ 1.083,30.

Preferida
A preferência dos consumidores quando o assunto é poupança parece ser a Caixa Econômica Federal, que atingiu marca recorde em abril. De acordo com a própria instituição, por meio de sua assessoria de imprensa, até 20 de abril, a captação líquida acumulada chega a R$ 3 bilhões. No período, foram abertas mais de um milhão de contas, ampliando a base de clientes para 32,3 milhões.

Com isso, a CEF captou sozinha 60% do mercado, analisando que até o último dia 16 o volume de captação líquida do BC era de R$ 4,88 bilhões e, o seu, de R$ 2,9 bilhões.

Olho bem aberto no contrato do seguro
Valor Econômico

A quantidade de seguros e coberturas disponíveis para as micro e pequenas empresas contratarem é tão grande que até os mais cautelosos correm o risco de fazer um mau negócio na hora de decidir por um produto. Embora a escolha pareça simples, os significados e as interpretações por trás de cada cláusula do contrato podem trazer problemas futuros se não forem bem lidos e esclarecidos.

Antes de optar por uma apólice, o primeiro cuidado a tomar é saber que tipo de seguro a empresa precisa contratar. Muitas vezes, o que o micro empresário precisa é de um seguro que cubra enchentes e desabamentos. Na hora de buscar o produto ideal, ele se depara com ofertas amplas ou distantes demais do que procurava. Resultado: o cliente é induzido a levar algo a mais, o que encarecerá o preço do seguro, trará coberturas desnecessárias e pode ainda não cobrir o que deveria. Neste caso, é sempre bom trabalhar com um corretor de confiança, pois este profissional deve atender as necessidades do segurado e não as da seguradora.

"Em um primeiro momento, é recomendável que a empresa interessada em contratar o seguro, antes de contratá-lo, faça uma pesquisa de mercado, levantando as possibilidades de coberturas e seus respectivos prêmios", recomenda Dirce Namie Kosugi, advogada do Sindicato dos Corretores de Seguros, Empresas Corretoras de Seguros, de Saúde, de Vida, de capitalização e Previdência Privada no Estado de São Paulo. (Sincor-SP). Ela lembra que a Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão fiscalizador da área securitária brasileira, disponibiliza ao consumidor, por meio do Disque SUSEP (0800 21 8484) ou via site (www.susep.gov.br), diversas informações relativas às seguradoras, inclusive a sua condição legal para estar atuante ou não.

O segundo passo é definir como será feita a contratação. Antonio Penteado Mendonça, advogado especializado em seguros, recomenda que seguros mais complexos sejam feitos com a ajuda de um corretor de seguros que conheça o ramo. Os mais simples, entretanto, podem ser feitos diretamente nas agências bancárias. Na opinião do advogado Marcelo Marzochi, especialista em Direito Público e Processo Civil, o seguro deve ser feito somente com pessoal especializado - caso dos corretores de seguros. "Eles podem oferecer um atendimento melhor, de acordo com sua necessidade", diz.

Cliente pode ter assessoria de consultor da Susep

O terceiro passo é determinar a seguradora a ser contratada. Verificar se ela é forte neste tipo de seguro sempre ajuda. Feito isso, Dirce sugere que se leia com atenção a proposta e as condições gerais do seguro, em especial as cláusulas referentes às garantias e aos respectivos riscos excluídos. "É impreterível também verificar se a proposta contém os valores iniciais do prêmio e dos capitais segurados discriminados por cada tipo de cobertura contratada", alerta Dirce.

As condições gerais também contêm uma série de informações importantes como, por exemplo, um glossário com as principais definições, período de carência, riscos excluídos, critério de atualização de valores, documentos necessários no caso de pagamento da indenização, etc. Dirce avisa que as condições gerais devem estar acessíveis à empresa contratante, previamente à assinatura da respectiva proposta.

Finalmente, veja se as coberturas escolhidas são as que você precisa e se as importâncias seguradas estão corretas. O mercado de seguros sempre foi muito complicado de ser entendido pelos consumidores. Para evitar problemas posteriores com um contrato repleto de termos técnicos, diversidade de produtos e métodos, cálculos e formação do preço, o caminho é escolher uma apólice clara, com manual do segurado que explique cada cobertura. Na hipótese de o consumidor não ter tempo para ler a documentação, ou mesmo não ter condições econômicas para custear a assessoria de um advogado que atue na área de seguros, é recomendável recorrer à assessoria de um corretor de seguros habilitado pela Susep, como intermediador do contrato de seguros.

Atenção: jamais contrate um seguro com base em informações verbais. "É recomendável que a empresa interessada no contrato de seguros formalize as suas dúvidas e solicite as respectivas respostas por meio eletrônico, fax ou carta postal, imprimindo-as e arquivando junto aos demais documentos relativos ao seguro contratado", ensina a advogada. Na hipótese de necessidade de preenchimento de informações a respeito do perfil do objeto do seguro contratado, certifique-se ainda que as informações fornecidas estão 100% de acordo com a realidade. Caso contrário, há sério risco de perder o direito à indenização. Pequenos cuidados como esses assegurarão o efetivo pagamento da indenização. A apólice do seguro é o contrato do seguro. É direito da empresa segurada ter acesso a uma via da mesma.

Atualmente, Mendonça conta que o índice de problemas entre seguradoras e segurados se situa em pouco mais de o equivalente a 1% do total das indenizações pagas. Se o segurado acertar suas contas em dia, sem atrasos no pagamento, a indenização deve ser obrigatoriamente paga, sem criar problemas ou demoras desnecessárias. Se isto não acontecer, as seguradoras têm ouvidorias. Há ainda a possibilidade de reclamar na Susep ou no Procon, antes de entrar com uma ação judicial. A Susep ainda prevê que as seguradoras indenizem os segurados em casos de indução ao erro de interpretação, ocorrido por culpa da própria seguradora ou de intermediários. "Caso a empresa segurada tenha como comprovar, por meio de provas reconhecidas legalmente (e-mail, por exemplo) a informação incorreta fornecida pelo preposto da seguradora, ele terá direito à indenização", avisa Dirce.

Aposta no ramo residencial
Seguros em Dia

A AGF aposta no potencial de crescimento da carteira de seguro residencial, que, atualmente, representa muito pouco no volume global de prêmios do mercado, pois apenas 15% dos imóveis construídos no Brasil estão segurados. O primeiro passo é oferecer novos serviços ao cliente desse ramo, tais como guarda de crianças e animais domésticos, entre outros. Segundo o diretor de Automóvel, Residência e Condomínio da seguradora, Marcelo Goldman, o objetivo é oferecer o pacote mais completo do mercado já para um seguro básico. "Nossa intenção é prover o segurado em situações em que provavelmente não saberá como agir. Como exemplo, podemos citar uma internação emergencial de um cliente que não possua família na cidade onde mora e não tenha com quem deixar os filhos. Nós oferecemos berçário ou baby-sitter por cinco dias, até que ele consiga se organizar", explica o executivo. A empresa pretende também convencer os segurados que o seguro residencial não é caro.

Os planos básicos, por exemplo, seguram o imóvel contra incêndio e perda ou pagamento de aluguel em decorrência de incêndio a um custo anual de R$ 85,00. Já os planos mais completos, que garantem a moradia contra incêndio, danos elétricos, roubo, responsabilidade civil para terceiros e perda ou pagamento de aluguel em decorrência de incêndio, são comercializados a um valor médio de R$ 300,00, também garantindo o imóvel por um ano. Além disso, geralmente o pagamento é dividido em até 10 parcelas.

Seguradoras investem em nichos de mercado
Seguros em Dia

As seguradoras investem cada vez mais em nichos de mercado que ainda são pouco explorados no Brasil. A Porto Seguro, por exemplo, desenvolveu um novo tipo de cobertura específica para os hóspedes de hotéis.

O produto cobre acidentes ocorridos durante práticas comuns nesses locais, como passeios de bicicleta, a cavalo, de charrete e caminhadas por trilhas do hotel, bem como atividades em quadras de esportes, pistas e, até mesmo, palestras e exposições.

Segundo o gerente Comercial de Vida e Previdência da Porto Seguro, Silas Kasahaya, o nicho para o novo produto é grande, principalmente quando se analisam os dados órgãos do setor: "de acordo com o Ministério do Turismo, ocorrem 225 milhões de viagens pelo Brasil por ano. É um número muito grande de pessoas que poderão ser protegidas por seguros como este", ressalta.

Ele assinala ainda que o seguro possui as garantias de morte acidental e invalidez permanente parcial ou total por acidente e possibilita ao estabelecimento de hospedagem a contratação de despesas médico-hospitalares.

Já a Unimed Seguros, que se auto-intitula a seguradora do sistema cooperativista brasileiro, está oferecendo uma linha especial de produtos voltados para esse setor: "os produtos Previdência, Prestamista, VG, AP, Funeral e Serit estão à disposição das cooperativas com menor franquia, flexibilidade de contratação e mais coberturas para doenças como LER e o Dort, por exemplo", diz o diretor de Negócios da empresa, Mauri Raphaelli.

Segundo ele, além de parcerias e encontros com cooperativas, a companhia criou uma célula exclusiva de atendimento, visando a oferecer um atendimento personalizado para aquele público.


 



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