O governo corre o risco de sofrer nova derrota no Congresso
para o lobby empresarial em defesa do que se convencionou chamar de
"empresas de uma pessoa só" -os profissionais que prestam
serviços na condição de pessoas jurídicas.
Desta vez, a disputa, iniciada há dois anos, dificulta a votação
do projeto que unifica as estruturas de fiscalização e
arrecadação dos ministérios da Fazenda e da Previdência,
com a criação da secretaria batizada de Super-Receita.
Prioritário para a área econômica, o texto foi modificado
pelo Senado e depende de nova votação na Câmara
dos Deputados. Das alterações feitas pelos senadores,
a mais controversa impede a Super-Receita de intervir quando considerar
que a contratação de pessoas jurídicas é
uma manobra para encobrir relações trabalhistas e driblar
o fisco.
Trata-se, justamente, de uma das maiores preocupações
da Receita Federal, que, numa medida provisória editada no último
dia útil de 2004, tentou elevar a tributação sobre
os prestadores de serviços para reduzir as vantagens desse tipo
de contrato sobre o contrato trabalhista tradicional. A MP 232 acabou
criando uma associação de entidades contra o aumento da
carga tributária e foi derrubada pelo Congresso Nacional.
Ainda naquele ano, um lobby liderado por empresas de comunicação
conseguiu aprovar um artigo explicitando que profissionais liberais
podem ser tributados como pessoas jurídicas mesmo que não
sejam empregadores. Surpreendentemente, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva não atendeu à recomendação
da Receita para o veto ao texto.
Lei da Micro e Pequena
Em 2006, o fisco conseguiu, ao menos, impedir que as "empresas
de uma pessoa só" fossem incluídas entre as beneficiárias
da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Prevaleceu o argumento de que
a medida poderia provocar uma fuga de assalariados rumo à condição
de pessoas jurídicas, com prejuízos, em especial, para
a arrecadação da Previdência.
No projeto da Super-Receita, o artigo em favor das empresas foi aprovado
pelos senadores a partir de um acordo entre governo e oposição:
PFL e PSDB conseguiram, ao todo, promover 35 alterações
no texto, a maior parte oriunda de um projeto pefelista conhecido como
Código de Defesa do Contribuinte.
Na Câmara, porém, o governo quer derrubar a maior parte
das mudanças, e o PFL avisou que dará atenção
especial à "emenda nº 3" -a relacionada aos prestadores
de serviços. O partido reage à ofensiva do secretário
da Receita, Jorge Rachid, que anteontem foi ao Congresso trabalhar para
derrubar as alterações do Senado.
Os oposicionistas podem contar com uma divisão na base aliada
ao Planalto, a começar pelo relator do projeto, deputado Pedro
Novais (PMDB-MA), que decidiu acatar integralmente 16 das emendas do
Senado, entre elas a nº 3.
"Nos países avançados, a legislação
trabalhista é quase sempre extremamente liberal", diz Novais,
ao apresentar seu relatório. Sem acordo em torno do texto, a
votação acabou adiada para a próxima semana.
Receita cresceu apenas 8,2%
no ramo de veículos
Seguros.inf.br
Dados oficiais da Superintendência de Seguros
Privados (Susep) sinalizam uma clara tendência de redução
do ritmo de crescimento da carteira de automóveis, no final do
ano passado. Segundo a autarquia, esse ramo (sem contar a cobertura
de responsabilidade civil facultativa), gerou, em 2006, receita da ordem
de R$ 10,4 bilhões, apenas 8,2% a mais do que a soma computada
em 2005.
Para as seguradoras que operam nesse segmento, a boa notícia
foi que a taxa média de sinistralidade despencou de 69% para
63% entre os dois períodos comparados, mesmo com um incremento
de 4,3% dos sinistros, que somaram R$ 6,7 bilhões em 2006.
O valor destinado aos gastos comerciais - que englobam, basicamente,
as comissões de corretagem nessa carteira - atingiram o patamar
de R$ 1,9 bilhão em 2006, com aumento de 14% em relação
ao exercício anterior.
Ainda de acordo com a Susep, a participação do seguro
de veículos na receita global do setor caiu de 22,7% para 21%
entre os dois períodos comparados.
O faturamento global do setor chegou a R$ 50,1 bilhões, o que
representou um incremento da ordem de 17,8% em comparação
a 2005.
Mapfre fatura R$ 13,5 bilhões
Gazeta Mercantil
A Mapfre, maior seguradora da Espanha, registrou receitas
totais de ? 13,583 bilhões, resultado superior em quase 9% às
do exercício anterior. O lucro antes de impostos e participações
atingiu ? 1,156 bilhão, com incremento de 32,6%, em relação
ao atingido no exercício 2005 e o lucro líquido alcançou
R$ 610,2 milhões, com crescimento de 33,1%. Os prêmios
de seguro e resseguro chegaram a ? 11 bilhões, com crescimento
de mais de 8%.
Para o período 2007-2009, a Mapfre pretende crescer acima da
média do mercado, manter seus resultados técnicos, aumentar
os lucros por ação e reduzir seus gastos. Para 2007, planeja
atingir receitas totais de R$ 14,5 bilhões, em comunicado.
Lucro da Porto Seguro cresce
85% em 2006
Valor Online
A seguradora Porto Seguro publicou hoje seu lucro líquido
referente ao ano passado, que ficou em R$ 460,2 milhões. O valor
é 85% maior do que o obtido em 2005, quando o ganho somou R$
248,7 milhões.
Parte do crescimento é justificado por uma reversão de
PIS/Cofins e pela venda da carteira de planos de saúde individuais.A
receita total da companhia encerrou 2006 em R$ 4,548 bilhões,
o que representa uma expansão de 18% sobre o exercício
anterior. O segmento de seguros de automóveis apresentou crescimento
de 16,5% na receita, que somou R$ 2,43 bilhões.
Seguros, previdência e
capitalização impulsionam lucro do ABN Amro Real
RTJSA
O Banco ABN Amro Real anunciou um aumento de 43% no
lucro líquido anual, que chegou a R$ 2,048 bilhões em
2006. A receita de intermediação financeira somou R$ 9,744
bilhões, uma alta de 22%. No fim do ano, o patrimônio líquido
do banco estava em R$ 9,779 bilhões. O retorno sobre o patrimônio
líquido médio foi de 25%.
As receitas da instituição totalizaram R$ 12,995 bilhões,
com incremento de 22% sobre 2005. "Esse número foi impulsionado
pela expansão do crédito, mudança no mix da carteira
e pelos resultados nas operações de seguros, previdência
e capitalização", informou o presidente do banco,
Fabio Barbosa.
A carteira de crédito cresceu 26%, chegando a R$ 49,7 bilhões.
Esse número equivale à participação de 6,8%
no mercado. Para a pessoa física, o total de financiamentos foi
de R$ 21,708 bilhões, com alta de 23,7%. Na pessoa jurídica,
o avanço foi de 27%, para R$ 25,935 bilhões.
Barbosa afirmou que a carteira de crédito deverá crescer
acima do mercado em 2007. Ele não especificou o porcentual esperado,
mas lembrou que o mercado projeta expansão de 20%. Para este
ano, a expectativa do banco é de que a inadimplência se
mantenha em 3,2%, mesmo nível apurado no fim de 2006. A média
do mercado ficou em 5%.
A participação das operações brasileiras
do Banco Real no lucro do holandês ABN Amro evoluiu de pouco mais
de 10% em 2005 para 16% em 2006.
Pequena empresa cresce mais
do que grande em São Paulo
O Estado de São Paulo
O número de micro e pequenas empresas (MPEs)
no Estado de São Paulo cresceu 23%, comparativamente aos 18,5%
do universo de médias e grandes empresas, entre os anos de 2000
e 2004. As MPEs também foram responsáveis pela maior parte
(55%) dos empregos formais criados neste período. As informações
foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).
De acordo com o Sebrae-SP, de 2000 a 2004, a quantidade de micro e pequenas
empresas saltou de 1,255 milhão para 1,544 milhão, número
correspondente a 98% do total das empresas registradas no Estado. Do
total de empresas criadas neste segmento, 29% foram no setor de serviços,
22,6% no comércio e 10,5% nas micro e pequenas indústrias.
No mesmo período em análise, as MPEs criaram 475 mil empregos
com carteira assinada, totalizando quase 3,1 milhões de empregados
segundo a CLT, enquanto as médias e grandes empresas criaram
397 mil empregos formais. Desses 475 mil novos postos de trabalho, 55%
foram criados no comércio, 23% na indústria e 22% no setor
de serviços.
O estudo do Sebrae-SP também revela que existe uma tendência
à descentralização das atividades das MPEs em São
Paulo. Apesar de quase metade delas se localizarem na Região
Metropolitana, o crescimento na região foi menor que no Estado:
21% ante 23%. As regiões metropolitanas de Campinas e Santos
ganharam fôlego, assim como pequenas cidades do interior na direção
centro-norte do Estado, por exemplo, Itapeva e Catanduva. Os motivos
dessa descentralização vão da expansão da
agropecuária ao maior crescimento da população
no interior.
No setor de serviços, o crescimento foi mais acentuado nas empresas
de aluguel de veículos (68,9%), informática (60,4%), transporte
terrestre (44,4%) e corretores de seguros (36,15%). No comércio,
vendas de material e equipamentos para escritório e informática,
incluindo celulares (62%), e livrarias, papelarias e bancas de jornal
(41,8%). Na indústria, edição e gráfica
(26,7%).
Classificam-se como micro e pequenas empresas aquelas que têm
até 49 funcionários nos setores de comércio e serviços
e até 99 na indústria.
Sul América cria emissora
para falar só de trânsito
Agência Estado
Com o firme propósito de destacar-se na lembrança
do consumidor paulistano na hora da opção pelo seguro
do carro - o maior mercado da categoria no País, responsável
por 45% do faturamento das seguradoras, algo em torno de R$ 5 bilhões
ao ano -, o Grupo SulAmérica partiu para uma ação
de marketing incomum: criou uma rádio, que entra no ar hoje,
com programação das 5 às 21horas totalmente dedicada
ao trânsito. Não há nada mais infernal na vida do
habitante da cidade de São Paulo do que os intermináveis
congestionamentos que, nos últimos anos, acontecem em qualquer
horário do dia.
A cidade enfrenta, em média, 92 quilômetros de engarrafamento
pela manhã e recordes de até 155 quilômetros. Receber
informações sobre a melhor alternativa para fugir desse
massacre diário pode ser uma bênção na arte
de driblar os 6 milhões de veículos que circulam por São
Paulo.
A Rádio Sul América Trânsito 92,1 FM é o
resultado de uma parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação,
que se responsabilizará pelo conteúdo. Envolve investimentos
da ordem de R$ 30 milhões para os três anos de projeto,
que serão prorrogáveis por maior prazo a depender do sucesso
da iniciativa. Promete manter ao todo 22 profissionais e especialistas
atentos a tudo que se refere ao tema.
"Queríamos fazer algo pioneiro", diz o presidente do
grupo, Patrick Larragoiti Lucas. "Uma rádio exclusiva sobre
trânsito nos moldes da que vamos oferecer, pelo que pesquisamos,
existe somente em Londres e Xangai". A ambição subliminar
da iniciativa é abalar a liderança de mercado pertencente
à concorrente Porto Seguro Seguros, que detém 28,5% de
participação de mercado no Estado de São Paulo,
segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
"Temos planos de ampliar nossa fatia desse disputado e importante
mercado para seguros de automóvel", reconhece Larragoiti
Lucas. A SulAmérica detém 10% do mercado no Estado de
São Paulo.
O uso de projetos de conteúdo nas estratégias de comunicação
é hoje uma tendência mundial. Basta citar que a megacervejaria
americana Anheuser Busch acaba de lançar um canal de televisão
batizado de TV Bud, apelido de sua principal marca, a Budweiser.
"Não seria eficaz para os atuais objetivos da SulAmérica
recorrer a uma campanha tradicional pelas análises e aferições
que fizemos dos últimos anúncios", explica o sócio
e diretor de mídia da agência MPM, Daniel Chalfon. "Propusemos
uma ação inédita capaz de promover uma virada e
os dirigentes da empresa foram sensíveis à proposta".
Para formatar o projeto foram necessários nove meses em negociações
com órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel) e o Departamento de Operação do Sistema Viário,
da prefeitura, entre outros.
O lançamento da rádio envolve também investimentos
em campanha publicitária convencional. Haverá desde comerciais
nas maiores emissoras de televisão, que vão ficar no ar
até março, até anúncios impressos em revistas
semanais e nos grandes jornais do País. Para completar a programação,
serão usados recursos de mídia exterior, com propaganda
em relógios de rua e outdoors nas estradas que dão acesso
a São Paulo.
Seguro de acidente não
depende mais da empresa
Agência Estado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou
nesta segunda-feira, na cerimônia que cria o Fórum Nacional
de Previdência Social, no Palácio do Planalto, decreto
que permite ao trabalhador conseguir o seguro de acidente de trabalho
sem depender do empregador e estabelece novas alíquotas para
a contribuição das empresas para esse benefício.
Atualmente, o trabalhador, para provar que a doença é
trabalhista, precisa de um documento emitido pela empresa onde trabalha,
a Comprovação de Doença Trabalhista (CAT). O decreto
permite que essa relação - chamada tecnicamente de Nexo
Técnico-Epidemiológico Previdenciário - poderá
ser comprovada por uma lista de doenças relacionadas à
sua profissão, baseada numa classificação internacional.
Com a lista, divulgada junto com o decreto, o trabalhador deverá
apenas procurar o médico do Instituto Nacional de Seguridade
Social (INSS) para receber o seguro. A empresa, se julgar que a doença
do empregado não tem relação com o tipo de trabalho
que desenvolve, é que precisará juntar provas disso. No
direito, isso se chama inversão do ônus da prova.
Em entrevista exclusiva à Radiobrás, o ministro da Previdência
Social, Nelson Machado, disse que espera que o decreto incentive as
empresas a investirem em segurança do trabalhador. “O grande
objetivo da implantação do Nexo Técnico-Epidemiológico
é induzir as empresas a investir mais fortemente na saúde
e na segurança do trabalhador. Com estes investimentos, acreditamos
que vamos reduzir a dor e o sofrimento dos trabalhadores. Vamos reduzir
as necessidades de afastamento e conseqüentemente haverá
uma redução também das despesas com auxílio-doença
e aposentadoria por invalidez”, afirmou o ministro.
O decreto também altera a Classificação Nacional
de Atividades Econômicas (Cnae), que irá substituir a de
1992. Ela relaciona os tipos de trabalho com as doenças descritas
no Código Internacional de Doenças (CID).
Isso permitirá atualizar o percentual pago pelas empresas ao
Seguro Acidente de Trabalho. As empresas vão pagar entre 1% e
3% do valor da folha de pagamento (a empresa paga o valor total por
todos os trabalhadores), de acordo com a quantidade de acidentes registrados.
Pagam 1% as empresas com menos acidentes de trabalho e 3% as empresas
com maior incidência de acidentes e doenças provocadas
pela ocupação profissional. A nova tabela com as alíquotas
que cada ramo de atividade deverá pagar sai até o mês
de setembro.
Mas a tabela das alíquotas não será fixa. De acordo
com o decreto Fator Acidentário de Prevenção, as
empresas que investirem na prevenção de acidentes de trabalho,
em segurança e saúde do trabalhador, poderão ter
desconto de até 50% no valor de sua alíquota, o que a
Previdência chama de Flexibilização da Alíquota
de Segurança no Trabalho.
As empresas que não fizerem investimentos e aumentarem o número
de acidentes poderão ter que pagar até o dobro do valor
máximo (6%) ao seguro. A implantação da flexibilização
está prevista para começar no dia 1º de janeiro de
2008.
Itau lucra R$ 4,309 bilhoes
em 2006
Gazeta Mercantil
O lucro líquido do banco Itaú ficou em
R$ 4,309 bilhões em 2006, uma redução de 18% sobre
os R$ 5,251 bilhões observados em 2005. Excluindo os efeitos
da aquisição do BankBoston (BKB), o lucro sobe para R$
6,48 bilhões.
A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, cresceu
38,2%, atingindo R$ 93,648 bilhões. A carteira de pessoa física
cresceu 42,2%, atingindo R$ 40,487 bilhões, com destaque para
o financiamento de veículos e o aumento no crédito pessoal.
No segmento de micro, pequenas e médias empresas, o crescimento
foi de 59,9%, atingindo R$ 20,446 bilhões. Já a despesa
de provisão para créditos de liquidação
duvidosa saiu de R$ 2,827 bilhões em 2005, para R$ 5,504 bilhões
em 2006, alta de 94%.
As receitas de intermediação financeira cresceram 46,5%,
para R$ 29,74 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas de intermediação
avançaram 85,5%, para R$ 11,706 bilhões.
Os recursos próprios livres, captados e administrados evoluíram
43,3% no ano, totalizando R$ 357,137 bilhões. Os depósitos
de poupança cresceram 15,8%. As provisões técnicas
de seguros, previdência e capitalização atingiram
R$ 19,036 bilhões, com evolução de 30,0% no ano.
O patrimônio líquido consolidado de R$ 23,564 bilhões
evoluiu 51,4% no ano e o patrimônio líquido de referência,
para cálculo dos limites operacionais, atingiu R$ 30,720 bilhões.
No ano, a valorização das ações preferenciais
do Itaú foi de 30,8%, e das ações ordinárias
de 26,5%, enquanto o índice Bovespa cresceu 30,7%. O valor de
mercado do Itaú alcançou R$ 92,270 bilhões ao final
de 2006. O montante de juros sobre o capital próprio provisionados
e distribuídos aos acionistas totalizou R$ 2,212 bilhões,
na proporção de R$ 1,89 por ação.
Em 1º de maio e em 8 de agosto de 2006, o Itaú Holding e
o Bank of America Corporation (BAC) firmaram acordos visando à
aquisição, pelo Itaú Holding, das operações
do BankBoston (BKB) e controladas no Brasil, Chile e Uruguai.
Como forma de pagamento destas transações, foram emitidas
68.518 mil ações preferenciais e 20.537 mil ações
ordinárias do capital do Itaú Holding, correspondendo
a 7,44%. Com isso, o BAC, segundo maior banco do mundo em valor de mercado,
passa a ser importante acionista do Itaú Holding.
AGF Seguros lucra R$ 69 milhões
em 2006, alta de 21%
Fenaseg
A AGF Seguros registrou lucro líquido de R$ 69
milhões, representando crescimento de 21,6%, quando comparado
ao resultado de 2005. Já o resultado operacional saltou de R$
94,561 milhões em 2005 para R$ 114,983 milhões, alta de
21,6%. Os prêmios de seguros do ano somaram R$ 1,4 bilhão,
registrando crescimento de 18,4%, em relação aos R$ 1,1
bilhão obtidos em 2005. Os ativos totais chegaram a R$ 1,566
bilhão, expansão de 21% em relação ao ano
passado. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 19%.
Os dados acima incluem as operações da subsidiária
AGF Saúde.
"Entre os fatores que contribuíram para o aumento do lucro,
destacam-se o crescimento de 18,3% na produção e ao decréscimo
do índice combinado em 4 pontos percentuais em relação
à 2005, devido à queda da sinistralidade da companhia,
que ficou 3,4% abaixo da média do mercado, aliada à redução
das despesas operacionais", comentou Max Thiermann, presidente
da AGF Seguros. "Além disso, o desempenho obtido em 2006
deve-se também ao crescimento de carteiras importantes, como
a de Automóvel, que ultrapassou a marca de meio milhão
de veículos segurados", explica o executivo.
Declaração do
Imposto de Renda em 2007 terá seis mudanças principais
Agência Brasil
Este ano o contribuinte terá novidades na hora
de preencher o programa da declaração do Imposto de Renda
referente ao ano-base 2006. As mudanças foram anunciadas pelo
supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Devem declarar
os trabalhadores que ganharam salários acima de R$ 14.992,32
no ano passado. Quem atrasar, ficará sujeito a multa mínima
de R$ 165,74. O primeiro lote de restituição deve ser
liberado em 15 de junho.
Veja a seguir as mudanças e as informações básicas,
segundo a Receita Federal, para ficar em dia com o imposto:
1) Pagamento em oito cotas.
Até 2006, era permitido ao contribuinte pagar o total do imposto
dividido em seis cotas.
2) Débito automático, em conta corrente, do imposto a
pagar.
A função será habilitada no software para declarações
originais entregues no prazo. A primeira quota será por agendamento
do pagamento. A partir da segunda quota por meio de débito automático.
3) CPF para os dependentes maiores de 21 anos.
Obrigatoriedade de preenchimento do Cadastro de Pessoa Física
para os dependentes que forem maiores de 21 anos em 31/12/2006.
4) Dedução da contribuição à Previdência
do empregado doméstico.
Os valores pagos como Contribuição Patronal à Previdência
Social do empregado doméstico, serão deduzidos do Imposto
devido, obedecendo o limte de até R$ 536,00. O contribuinte deverá
informar o número de inscrição do trabalhador na
Previdência (NIT), nome do empregado doméstico e valor
pago.
5) Doações a campanhas eleitorais.
Deverão ser informados, de forma discriminada, o CNPJ, nome (candidato,
partido político ou comitê financeiro) e o valor da doação,
atendendo ao acordo celebrado entre a Secretaria da Receita Federal
e o Tribunal Superior Eleitoral.
6) Lucros e dividendos recebidos.
Deverão ser informados lucros e dividendos recebidos pelo titular
e dependentes, bem como CNPJ e nome da fonte pagadora.
Petrobras optou por seguradora
própria e exclusiva
Seguros.inf.br
A Petrobras foi uma das empresas convidadas pela Marsh
para expor suas experiências na Conferência de Companhias
Nacionais de Petróleo, que vai ocorrer em Dubai, nos Emirados
Árabes Unidos, entre os dias 26 e 28. Ela vai ser representada
por seu gerente de seguros, Luiz Octávio Parente de Mello Júnior.
"Eu vou falar sobre nossa experiência no mercado de seguros,
como temos lidado no mercado fechado de resseguros no Brasil e como
temos feito as operações de seguros lá fora, onde
o mercado é aberto. Temos as experiências de dois mundos
com diferentes vantagens e desvantagens", disse Mello à
ANBA.
A Petrobras já tem operações no exterior há
mais de duas décadas, mas de alguns anos para cá ela passou
a intensificar sua atuação lá fora e hoje está
presente em 19 países, incluindo o Brasil. São eles: Angola,
Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Nigéria, Venezuela,
México, Equador, Peru, Uruguai, Paraguai, Tanzânia, Irã,
Líbia, Guiné Equatorial, Turquia, China e mais recentemente
o Paquistão.
Durante o processo de internacionalização, a companhia
optou por criar em 1997 uma seguradora própria, a Bear, que tem
sede nas Bermudas, que se tornou fornecedora cativa de seguros para
seus negócios no exterior. "Para captar ganhos de escala
para os prêmios compramos um pacote que inclui todas as nossas
operações globais", disse Mello. Ou seja, quanto
mais a empresa produz e mais ativos ela tem para cobrir, menores são
os custos relativos dos seguros.
"Ao mesmo tempo isto funciona como um instrumento de gerenciamento
de risco, você pode identificar qual o melhor seguro para diferentes
regiões, cada uma com diferentes características e legislações",
afirmou. A seguradora própria e exclusiva faz com que a Petrobras
não tenha que buscar seguros no mercado para cada país
em que for operar, diminuindo a necessidade de intermediários.
"Quanto mais intermediários, maior vai ser meu custo",
afirmou.
É um exemplo de desafio que uma empresa tem que enfrentar no
processo de globalização. No caso, antes de decidir pelo
modelo atual, a Petrobras consultou uma empresa de consultoria e chegou
à conclusão de que a melhor opção era criar
a Bear, que por fazer parte do grupo além de tudo está
em linha com a política de gerenciamento de risco da estatal.
"São experiências positivas que têm mostrado
bons resultados", disse Mello
Resseguros
Outro exemplo é o dos resseguros, que são os seguros dos
seguros. Este mercado no Brasil era monopólio do Instituto de
Resseguros do Brasil (IRB), outras companhias só podiam atuar
no setor com autorização do IRB. Mas em janeiro o Congresso
Nacional aprovou uma lei que abre este mercado.
"Aqui no Brasil a gente não precisava procurar empresas
de resseguros, nos preocupar com a solidez delas, fazer uma avaliação
de risco, pois era monopólio do IRB. Lá fora nós
tivemos que nos preocupar com isso, buscar empresas de resseguros especializadas",
disse.
Ao contrário dos seguros, a solução encontrada
para os resseguros foi pulverizar as operações. No caso
da P-36, por exemplo, plataforma que naufragou em 2001, segundo Mello,
haviam mais de 40 resseguradores, o que minimizou a possibilidade de
calotes. "Se ocorre o sinistro, cada ressegurador fica com uma
parcela do pagamento, você pulveriza o risco. Não dá
para jogar todos os ovos na mesma cesta", afirmou. O valor da P-36
era de cerca de US$ 500 milhões.
Segundo Mello, no ano passado a Petrobras pagou U$S 34,5 milhões
em prêmios para segurar todas as suas refinarias e plataformas
no Brasil. A estatal é a maior companhia do Brasil e teve no
ano passado o maior lucro entre as empresas da América latina,
foram R$ 25,9 bilhões, 9% a mais do que em 2005.