Empresa de uma pessoa só trava a Super-Receita
Folha de São Paulo

O governo corre o risco de sofrer nova derrota no Congresso para o lobby empresarial em defesa do que se convencionou chamar de "empresas de uma pessoa só" -os profissionais que prestam serviços na condição de pessoas jurídicas.
Desta vez, a disputa, iniciada há dois anos, dificulta a votação do projeto que unifica as estruturas de fiscalização e arrecadação dos ministérios da Fazenda e da Previdência, com a criação da secretaria batizada de Super-Receita.
Prioritário para a área econômica, o texto foi modificado pelo Senado e depende de nova votação na Câmara dos Deputados. Das alterações feitas pelos senadores, a mais controversa impede a Super-Receita de intervir quando considerar que a contratação de pessoas jurídicas é uma manobra para encobrir relações trabalhistas e driblar o fisco.
Trata-se, justamente, de uma das maiores preocupações da Receita Federal, que, numa medida provisória editada no último dia útil de 2004, tentou elevar a tributação sobre os prestadores de serviços para reduzir as vantagens desse tipo de contrato sobre o contrato trabalhista tradicional. A MP 232 acabou criando uma associação de entidades contra o aumento da carga tributária e foi derrubada pelo Congresso Nacional.
Ainda naquele ano, um lobby liderado por empresas de comunicação conseguiu aprovar um artigo explicitando que profissionais liberais podem ser tributados como pessoas jurídicas mesmo que não sejam empregadores. Surpreendentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atendeu à recomendação da Receita para o veto ao texto.
Lei da Micro e Pequena
Em 2006, o fisco conseguiu, ao menos, impedir que as "empresas de uma pessoa só" fossem incluídas entre as beneficiárias da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Prevaleceu o argumento de que a medida poderia provocar uma fuga de assalariados rumo à condição de pessoas jurídicas, com prejuízos, em especial, para a arrecadação da Previdência.
No projeto da Super-Receita, o artigo em favor das empresas foi aprovado pelos senadores a partir de um acordo entre governo e oposição: PFL e PSDB conseguiram, ao todo, promover 35 alterações no texto, a maior parte oriunda de um projeto pefelista conhecido como Código de Defesa do Contribuinte.
Na Câmara, porém, o governo quer derrubar a maior parte das mudanças, e o PFL avisou que dará atenção especial à "emenda nº 3" -a relacionada aos prestadores de serviços. O partido reage à ofensiva do secretário da Receita, Jorge Rachid, que anteontem foi ao Congresso trabalhar para derrubar as alterações do Senado.
Os oposicionistas podem contar com uma divisão na base aliada ao Planalto, a começar pelo relator do projeto, deputado Pedro Novais (PMDB-MA), que decidiu acatar integralmente 16 das emendas do Senado, entre elas a nº 3.
"Nos países avançados, a legislação trabalhista é quase sempre extremamente liberal", diz Novais, ao apresentar seu relatório. Sem acordo em torno do texto, a votação acabou adiada para a próxima semana.

Receita cresceu apenas 8,2% no ramo de veículos
Seguros.inf.br

Dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados (Susep) sinalizam uma clara tendência de redução do ritmo de crescimento da carteira de automóveis, no final do ano passado. Segundo a autarquia, esse ramo (sem contar a cobertura de responsabilidade civil facultativa), gerou, em 2006, receita da ordem de R$ 10,4 bilhões, apenas 8,2% a mais do que a soma computada em 2005.
Para as seguradoras que operam nesse segmento, a boa notícia foi que a taxa média de sinistralidade despencou de 69% para 63% entre os dois períodos comparados, mesmo com um incremento de 4,3% dos sinistros, que somaram R$ 6,7 bilhões em 2006.
O valor destinado aos gastos comerciais - que englobam, basicamente, as comissões de corretagem nessa carteira - atingiram o patamar de R$ 1,9 bilhão em 2006, com aumento de 14% em relação ao exercício anterior.
Ainda de acordo com a Susep, a participação do seguro de veículos na receita global do setor caiu de 22,7% para 21% entre os dois períodos comparados.
O faturamento global do setor chegou a R$ 50,1 bilhões, o que representou um incremento da ordem de 17,8% em comparação a 2005.

Mapfre fatura R$ 13,5 bilhões
Gazeta Mercantil

A Mapfre, maior seguradora da Espanha, registrou receitas totais de ? 13,583 bilhões, resultado superior em quase 9% às do exercício anterior. O lucro antes de impostos e participações atingiu ? 1,156 bilhão, com incremento de 32,6%, em relação ao atingido no exercício 2005 e o lucro líquido alcançou R$ 610,2 milhões, com crescimento de 33,1%. Os prêmios de seguro e resseguro chegaram a ? 11 bilhões, com crescimento de mais de 8%.
Para o período 2007-2009, a Mapfre pretende crescer acima da média do mercado, manter seus resultados técnicos, aumentar os lucros por ação e reduzir seus gastos. Para 2007, planeja atingir receitas totais de R$ 14,5 bilhões, em comunicado.

Lucro da Porto Seguro cresce 85% em 2006
Valor Online

A seguradora Porto Seguro publicou hoje seu lucro líquido referente ao ano passado, que ficou em R$ 460,2 milhões. O valor é 85% maior do que o obtido em 2005, quando o ganho somou R$ 248,7 milhões.
Parte do crescimento é justificado por uma reversão de PIS/Cofins e pela venda da carteira de planos de saúde individuais.A receita total da companhia encerrou 2006 em R$ 4,548 bilhões, o que representa uma expansão de 18% sobre o exercício anterior. O segmento de seguros de automóveis apresentou crescimento de 16,5% na receita, que somou R$ 2,43 bilhões.

Seguros, previdência e capitalização impulsionam lucro do ABN Amro Real
RTJSA

O Banco ABN Amro Real anunciou um aumento de 43% no lucro líquido anual, que chegou a R$ 2,048 bilhões em 2006. A receita de intermediação financeira somou R$ 9,744 bilhões, uma alta de 22%. No fim do ano, o patrimônio líquido do banco estava em R$ 9,779 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 25%.
As receitas da instituição totalizaram R$ 12,995 bilhões, com incremento de 22% sobre 2005. "Esse número foi impulsionado pela expansão do crédito, mudança no mix da carteira e pelos resultados nas operações de seguros, previdência e capitalização", informou o presidente do banco, Fabio Barbosa.
A carteira de crédito cresceu 26%, chegando a R$ 49,7 bilhões. Esse número equivale à participação de 6,8% no mercado. Para a pessoa física, o total de financiamentos foi de R$ 21,708 bilhões, com alta de 23,7%. Na pessoa jurídica, o avanço foi de 27%, para R$ 25,935 bilhões.
Barbosa afirmou que a carteira de crédito deverá crescer acima do mercado em 2007. Ele não especificou o porcentual esperado, mas lembrou que o mercado projeta expansão de 20%. Para este ano, a expectativa do banco é de que a inadimplência se mantenha em 3,2%, mesmo nível apurado no fim de 2006. A média do mercado ficou em 5%.
A participação das operações brasileiras do Banco Real no lucro do holandês ABN Amro evoluiu de pouco mais de 10% em 2005 para 16% em 2006.

Pequena empresa cresce mais do que grande em São Paulo
O Estado de São Paulo

O número de micro e pequenas empresas (MPEs) no Estado de São Paulo cresceu 23%, comparativamente aos 18,5% do universo de médias e grandes empresas, entre os anos de 2000 e 2004. As MPEs também foram responsáveis pela maior parte (55%) dos empregos formais criados neste período. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).
De acordo com o Sebrae-SP, de 2000 a 2004, a quantidade de micro e pequenas empresas saltou de 1,255 milhão para 1,544 milhão, número correspondente a 98% do total das empresas registradas no Estado. Do total de empresas criadas neste segmento, 29% foram no setor de serviços, 22,6% no comércio e 10,5% nas micro e pequenas indústrias.
No mesmo período em análise, as MPEs criaram 475 mil empregos com carteira assinada, totalizando quase 3,1 milhões de empregados segundo a CLT, enquanto as médias e grandes empresas criaram 397 mil empregos formais. Desses 475 mil novos postos de trabalho, 55% foram criados no comércio, 23% na indústria e 22% no setor de serviços.
O estudo do Sebrae-SP também revela que existe uma tendência à descentralização das atividades das MPEs em São Paulo. Apesar de quase metade delas se localizarem na Região Metropolitana, o crescimento na região foi menor que no Estado: 21% ante 23%. As regiões metropolitanas de Campinas e Santos ganharam fôlego, assim como pequenas cidades do interior na direção centro-norte do Estado, por exemplo, Itapeva e Catanduva. Os motivos dessa descentralização vão da expansão da agropecuária ao maior crescimento da população no interior.
No setor de serviços, o crescimento foi mais acentuado nas empresas de aluguel de veículos (68,9%), informática (60,4%), transporte terrestre (44,4%) e corretores de seguros (36,15%). No comércio, vendas de material e equipamentos para escritório e informática, incluindo celulares (62%), e livrarias, papelarias e bancas de jornal (41,8%). Na indústria, edição e gráfica (26,7%).
Classificam-se como micro e pequenas empresas aquelas que têm até 49 funcionários nos setores de comércio e serviços e até 99 na indústria.

Sul América cria emissora para falar só de trânsito
Agência Estado

Com o firme propósito de destacar-se na lembrança do consumidor paulistano na hora da opção pelo seguro do carro - o maior mercado da categoria no País, responsável por 45% do faturamento das seguradoras, algo em torno de R$ 5 bilhões ao ano -, o Grupo SulAmérica partiu para uma ação de marketing incomum: criou uma rádio, que entra no ar hoje, com programação das 5 às 21horas totalmente dedicada ao trânsito. Não há nada mais infernal na vida do habitante da cidade de São Paulo do que os intermináveis congestionamentos que, nos últimos anos, acontecem em qualquer horário do dia.
A cidade enfrenta, em média, 92 quilômetros de engarrafamento pela manhã e recordes de até 155 quilômetros. Receber informações sobre a melhor alternativa para fugir desse massacre diário pode ser uma bênção na arte de driblar os 6 milhões de veículos que circulam por São Paulo.
A Rádio Sul América Trânsito 92,1 FM é o resultado de uma parceria com o Grupo Bandeirantes de Comunicação, que se responsabilizará pelo conteúdo. Envolve investimentos da ordem de R$ 30 milhões para os três anos de projeto, que serão prorrogáveis por maior prazo a depender do sucesso da iniciativa. Promete manter ao todo 22 profissionais e especialistas atentos a tudo que se refere ao tema.
"Queríamos fazer algo pioneiro", diz o presidente do grupo, Patrick Larragoiti Lucas. "Uma rádio exclusiva sobre trânsito nos moldes da que vamos oferecer, pelo que pesquisamos, existe somente em Londres e Xangai". A ambição subliminar da iniciativa é abalar a liderança de mercado pertencente à concorrente Porto Seguro Seguros, que detém 28,5% de participação de mercado no Estado de São Paulo, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
"Temos planos de ampliar nossa fatia desse disputado e importante mercado para seguros de automóvel", reconhece Larragoiti Lucas. A SulAmérica detém 10% do mercado no Estado de São Paulo.
O uso de projetos de conteúdo nas estratégias de comunicação é hoje uma tendência mundial. Basta citar que a megacervejaria americana Anheuser Busch acaba de lançar um canal de televisão batizado de TV Bud, apelido de sua principal marca, a Budweiser.
"Não seria eficaz para os atuais objetivos da SulAmérica recorrer a uma campanha tradicional pelas análises e aferições que fizemos dos últimos anúncios", explica o sócio e diretor de mídia da agência MPM, Daniel Chalfon. "Propusemos uma ação inédita capaz de promover uma virada e os dirigentes da empresa foram sensíveis à proposta". Para formatar o projeto foram necessários nove meses em negociações com órgãos como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Departamento de Operação do Sistema Viário, da prefeitura, entre outros.
O lançamento da rádio envolve também investimentos em campanha publicitária convencional. Haverá desde comerciais nas maiores emissoras de televisão, que vão ficar no ar até março, até anúncios impressos em revistas semanais e nos grandes jornais do País. Para completar a programação, serão usados recursos de mídia exterior, com propaganda em relógios de rua e outdoors nas estradas que dão acesso a São Paulo.

Seguro de acidente não depende mais da empresa
Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira, na cerimônia que cria o Fórum Nacional de Previdência Social, no Palácio do Planalto, decreto que permite ao trabalhador conseguir o seguro de acidente de trabalho sem depender do empregador e estabelece novas alíquotas para a contribuição das empresas para esse benefício.
Atualmente, o trabalhador, para provar que a doença é trabalhista, precisa de um documento emitido pela empresa onde trabalha, a Comprovação de Doença Trabalhista (CAT). O decreto permite que essa relação - chamada tecnicamente de Nexo Técnico-Epidemiológico Previdenciário - poderá ser comprovada por uma lista de doenças relacionadas à sua profissão, baseada numa classificação internacional.
Com a lista, divulgada junto com o decreto, o trabalhador deverá apenas procurar o médico do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para receber o seguro. A empresa, se julgar que a doença do empregado não tem relação com o tipo de trabalho que desenvolve, é que precisará juntar provas disso. No direito, isso se chama inversão do ônus da prova.
Em entrevista exclusiva à Radiobrás, o ministro da Previdência Social, Nelson Machado, disse que espera que o decreto incentive as empresas a investirem em segurança do trabalhador. “O grande objetivo da implantação do Nexo Técnico-Epidemiológico é induzir as empresas a investir mais fortemente na saúde e na segurança do trabalhador. Com estes investimentos, acreditamos que vamos reduzir a dor e o sofrimento dos trabalhadores. Vamos reduzir as necessidades de afastamento e conseqüentemente haverá uma redução também das despesas com auxílio-doença e aposentadoria por invalidez”, afirmou o ministro.
O decreto também altera a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae), que irá substituir a de 1992. Ela relaciona os tipos de trabalho com as doenças descritas no Código Internacional de Doenças (CID).
Isso permitirá atualizar o percentual pago pelas empresas ao Seguro Acidente de Trabalho. As empresas vão pagar entre 1% e 3% do valor da folha de pagamento (a empresa paga o valor total por todos os trabalhadores), de acordo com a quantidade de acidentes registrados. Pagam 1% as empresas com menos acidentes de trabalho e 3% as empresas com maior incidência de acidentes e doenças provocadas pela ocupação profissional. A nova tabela com as alíquotas que cada ramo de atividade deverá pagar sai até o mês de setembro.
Mas a tabela das alíquotas não será fixa. De acordo com o decreto Fator Acidentário de Prevenção, as empresas que investirem na prevenção de acidentes de trabalho, em segurança e saúde do trabalhador, poderão ter desconto de até 50% no valor de sua alíquota, o que a Previdência chama de Flexibilização da Alíquota de Segurança no Trabalho.
As empresas que não fizerem investimentos e aumentarem o número de acidentes poderão ter que pagar até o dobro do valor máximo (6%) ao seguro. A implantação da flexibilização está prevista para começar no dia 1º de janeiro de 2008.

Itau lucra R$ 4,309 bilhoes em 2006
Gazeta Mercantil

O lucro líquido do banco Itaú ficou em R$ 4,309 bilhões em 2006, uma redução de 18% sobre os R$ 5,251 bilhões observados em 2005. Excluindo os efeitos da aquisição do BankBoston (BKB), o lucro sobe para R$ 6,48 bilhões.
A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, cresceu 38,2%, atingindo R$ 93,648 bilhões. A carteira de pessoa física cresceu 42,2%, atingindo R$ 40,487 bilhões, com destaque para o financiamento de veículos e o aumento no crédito pessoal. No segmento de micro, pequenas e médias empresas, o crescimento foi de 59,9%, atingindo R$ 20,446 bilhões. Já a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa saiu de R$ 2,827 bilhões em 2005, para R$ 5,504 bilhões em 2006, alta de 94%.
As receitas de intermediação financeira cresceram 46,5%, para R$ 29,74 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas de intermediação avançaram 85,5%, para R$ 11,706 bilhões.
Os recursos próprios livres, captados e administrados evoluíram 43,3% no ano, totalizando R$ 357,137 bilhões. Os depósitos de poupança cresceram 15,8%. As provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização atingiram R$ 19,036 bilhões, com evolução de 30,0% no ano.
O patrimônio líquido consolidado de R$ 23,564 bilhões evoluiu 51,4% no ano e o patrimônio líquido de referência, para cálculo dos limites operacionais, atingiu R$ 30,720 bilhões.
No ano, a valorização das ações preferenciais do Itaú foi de 30,8%, e das ações ordinárias de 26,5%, enquanto o índice Bovespa cresceu 30,7%. O valor de mercado do Itaú alcançou R$ 92,270 bilhões ao final de 2006. O montante de juros sobre o capital próprio provisionados e distribuídos aos acionistas totalizou R$ 2,212 bilhões, na proporção de R$ 1,89 por ação.
Em 1º de maio e em 8 de agosto de 2006, o Itaú Holding e o Bank of America Corporation (BAC) firmaram acordos visando à aquisição, pelo Itaú Holding, das operações do BankBoston (BKB) e controladas no Brasil, Chile e Uruguai.
Como forma de pagamento destas transações, foram emitidas 68.518 mil ações preferenciais e 20.537 mil ações ordinárias do capital do Itaú Holding, correspondendo a 7,44%. Com isso, o BAC, segundo maior banco do mundo em valor de mercado, passa a ser importante acionista do Itaú Holding.

AGF Seguros lucra R$ 69 milhões em 2006, alta de 21%
Fenaseg

A AGF Seguros registrou lucro líquido de R$ 69 milhões, representando crescimento de 21,6%, quando comparado ao resultado de 2005. Já o resultado operacional saltou de R$ 94,561 milhões em 2005 para R$ 114,983 milhões, alta de 21,6%. Os prêmios de seguros do ano somaram R$ 1,4 bilhão, registrando crescimento de 18,4%, em relação aos R$ 1,1 bilhão obtidos em 2005. Os ativos totais chegaram a R$ 1,566 bilhão, expansão de 21% em relação ao ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido foi de 19%. Os dados acima incluem as operações da subsidiária AGF Saúde.
"Entre os fatores que contribuíram para o aumento do lucro, destacam-se o crescimento de 18,3% na produção e ao decréscimo do índice combinado em 4 pontos percentuais em relação à 2005, devido à queda da sinistralidade da companhia, que ficou 3,4% abaixo da média do mercado, aliada à redução das despesas operacionais", comentou Max Thiermann, presidente da AGF Seguros. "Além disso, o desempenho obtido em 2006 deve-se também ao crescimento de carteiras importantes, como a de Automóvel, que ultrapassou a marca de meio milhão de veículos segurados", explica o executivo.

Declaração do Imposto de Renda em 2007 terá seis mudanças principais
Agência Brasil

Este ano o contribuinte terá novidades na hora de preencher o programa da declaração do Imposto de Renda referente ao ano-base 2006. As mudanças foram anunciadas pelo supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. Devem declarar os trabalhadores que ganharam salários acima de R$ 14.992,32 no ano passado. Quem atrasar, ficará sujeito a multa mínima de R$ 165,74. O primeiro lote de restituição deve ser liberado em 15 de junho.
Veja a seguir as mudanças e as informações básicas, segundo a Receita Federal, para ficar em dia com o imposto:
1) Pagamento em oito cotas.
Até 2006, era permitido ao contribuinte pagar o total do imposto dividido em seis cotas.
2) Débito automático, em conta corrente, do imposto a pagar.
A função será habilitada no software para declarações originais entregues no prazo. A primeira quota será por agendamento do pagamento. A partir da segunda quota por meio de débito automático.
3) CPF para os dependentes maiores de 21 anos.
Obrigatoriedade de preenchimento do Cadastro de Pessoa Física para os dependentes que forem maiores de 21 anos em 31/12/2006.
4) Dedução da contribuição à Previdência do empregado doméstico.
Os valores pagos como Contribuição Patronal à Previdência Social do empregado doméstico, serão deduzidos do Imposto devido, obedecendo o limte de até R$ 536,00. O contribuinte deverá informar o número de inscrição do trabalhador na Previdência (NIT), nome do empregado doméstico e valor pago.
5) Doações a campanhas eleitorais.
Deverão ser informados, de forma discriminada, o CNPJ, nome (candidato, partido político ou comitê financeiro) e o valor da doação, atendendo ao acordo celebrado entre a Secretaria da Receita Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
6) Lucros e dividendos recebidos.
Deverão ser informados lucros e dividendos recebidos pelo titular e dependentes, bem como CNPJ e nome da fonte pagadora.

Petrobras optou por seguradora própria e exclusiva
Seguros.inf.br

A Petrobras foi uma das empresas convidadas pela Marsh para expor suas experiências na Conferência de Companhias Nacionais de Petróleo, que vai ocorrer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 26 e 28. Ela vai ser representada por seu gerente de seguros, Luiz Octávio Parente de Mello Júnior.
"Eu vou falar sobre nossa experiência no mercado de seguros, como temos lidado no mercado fechado de resseguros no Brasil e como temos feito as operações de seguros lá fora, onde o mercado é aberto. Temos as experiências de dois mundos com diferentes vantagens e desvantagens", disse Mello à ANBA.
A Petrobras já tem operações no exterior há mais de duas décadas, mas de alguns anos para cá ela passou a intensificar sua atuação lá fora e hoje está presente em 19 países, incluindo o Brasil. São eles: Angola, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Nigéria, Venezuela, México, Equador, Peru, Uruguai, Paraguai, Tanzânia, Irã, Líbia, Guiné Equatorial, Turquia, China e mais recentemente o Paquistão.
Durante o processo de internacionalização, a companhia optou por criar em 1997 uma seguradora própria, a Bear, que tem sede nas Bermudas, que se tornou fornecedora cativa de seguros para seus negócios no exterior. "Para captar ganhos de escala para os prêmios compramos um pacote que inclui todas as nossas operações globais", disse Mello. Ou seja, quanto mais a empresa produz e mais ativos ela tem para cobrir, menores são os custos relativos dos seguros.
"Ao mesmo tempo isto funciona como um instrumento de gerenciamento de risco, você pode identificar qual o melhor seguro para diferentes regiões, cada uma com diferentes características e legislações", afirmou. A seguradora própria e exclusiva faz com que a Petrobras não tenha que buscar seguros no mercado para cada país em que for operar, diminuindo a necessidade de intermediários. "Quanto mais intermediários, maior vai ser meu custo", afirmou.
É um exemplo de desafio que uma empresa tem que enfrentar no processo de globalização. No caso, antes de decidir pelo modelo atual, a Petrobras consultou uma empresa de consultoria e chegou à conclusão de que a melhor opção era criar a Bear, que por fazer parte do grupo além de tudo está em linha com a política de gerenciamento de risco da estatal. "São experiências positivas que têm mostrado bons resultados", disse Mello
Resseguros
Outro exemplo é o dos resseguros, que são os seguros dos seguros. Este mercado no Brasil era monopólio do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), outras companhias só podiam atuar no setor com autorização do IRB. Mas em janeiro o Congresso Nacional aprovou uma lei que abre este mercado.
"Aqui no Brasil a gente não precisava procurar empresas de resseguros, nos preocupar com a solidez delas, fazer uma avaliação de risco, pois era monopólio do IRB. Lá fora nós tivemos que nos preocupar com isso, buscar empresas de resseguros especializadas", disse.
Ao contrário dos seguros, a solução encontrada para os resseguros foi pulverizar as operações. No caso da P-36, por exemplo, plataforma que naufragou em 2001, segundo Mello, haviam mais de 40 resseguradores, o que minimizou a possibilidade de calotes. "Se ocorre o sinistro, cada ressegurador fica com uma parcela do pagamento, você pulveriza o risco. Não dá para jogar todos os ovos na mesma cesta", afirmou. O valor da P-36 era de cerca de US$ 500 milhões.
Segundo Mello, no ano passado a Petrobras pagou U$S 34,5 milhões em prêmios para segurar todas as suas refinarias e plataformas no Brasil. A estatal é a maior companhia do Brasil e teve no ano passado o maior lucro entre as empresas da América latina, foram R$ 25,9 bilhões, 9% a mais do que em 2005.



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