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Impostos
para crescer
Consultor Jurídico |
As
propostas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
na área tributária geraram mais reclamações
do que elogios ao governo federal. Especialistas ouvidos pela revista
Consultor Jurídico apontam que os incentivos oferecidos a setores
específicos da economia, nem de longe atacam o principal problema
tributário que é carga de impostos. Os especialistas acreditam
também que a desoneração, que deve chegar a R$ 6,6
bilhões em 2007, não será suficiente para alcançar
a meta de crescimento prevista.
"A previsão para desoneração tributária
foi muito menor do que se imaginava para o crescimento do país",
afirma o tributarista Roberto Pasqualin. Ele lamenta que tantos outros
setores da economia não sejam nem citados no programa. No entanto,
ressalta que os beneficiados poderão fazer mais investimentos,
aumentar a produtividade e gerar mais empregos.
Para Pasqualin, a promessa de reforma tributária que consta no
PAC é imprecisa e sem conteúdo. Segundo ele, antes de falar
em desoneração, é preciso pensar em uma reestruturação
do sistema tributário brasileiro. "Hoje, para as empresas,
a área tributária é um inferno. Tanto pelo custo
quanto pelas inúmeras regras que têm de cumprir", diz.
O tributarista Raul Haidar segue a mesma linha. "O pacote é
tímido", critica. Para ele, será difícil atingir
crescimento de 5% na economia diante dos incentivos oferecidos a setores
que ainda nem estão no mercado, como a TV Digital. Haidar observa
que as empresas brasileiras não investem porque a carga tributária
é muito alta, o equivalente a 40% do PIB. "O Brasil precisa
de uma reforma tributária e de uma reforma fiscal", conclui.
Igor Mauler Santiago critica a posição política da
equipe que montou o PAC. O governo federal elaborou todo o programa sem
consultar os governadores. No entanto, a conta dos incentivos será
dividida entre União, estados e municípios. Para o tributarista,
o bônus da iniciativa recai sobre o governo federal e os estados
pagam grande parte dos gastos. "Só o presidente Lula vai ganhar
politicamente", constata.
O PAC concentra a isenção fiscal sobre o Imposto de Renda,
o IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados), o PIS (Programa de Incentivo
Social) e o Cofins (Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social). IR e IPI são recolhidos pelo governo federal,
para depois serem redistribuídos com os outros entes do Estado.
Cerca de 47% do valor arrecadado pela União com estes dois impostos
são direcionados aos estados e municípios. Para Santiago,
seria mais inteligente se o governo federal concentrasse as desonerações
em tributos não comportilhados, como o PIS e Cofins e também
a CPMF.
Apesar disso, o tributarista diz que o programa traz instrumentos criativos
para estimular investimentos. Ele conta que, entre as medidas previstas,
está a criação de um fundo de investimentos para
incentivo às obras de infra-estrutura.
A idéia é a seguinte: uma pessoa investe R$ 50 mil neste
fundo. A instituição financeira que administra vai emprestar
o dinheiro para a construção de uma hidrelétrica,
por exemplo. Quando o banco receber o valor de volta, corrigido, paga
aos aplicadores com juros e ainda com isenção no Imposto
de Renda. “Essa idéia pode captar muito dinheiro. Eu vou
preferir aplicar neste fundo”, adianta.
O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
(IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, entende que as medidas são insuficientes
para a redução efetiva da carga tributária brasileira
e para diminuir a burocracia e modernizar o sistema tributário.
Segundo ele, a única medida que contempla benefícios para
todos os setores, indistintamente, é aquela que diz respeito à
ampliação do prazo de recolhimento do PIS, Cofins (mais
5 dias) e INSS (mais 8 dias).
Amaral destaca a atualização da tabela do Imposto de Renda
de Pessoa Física para 2007, com previsão de reajuste nos
próximos 3 anos, é uma previsão do programa eficaz
para reduzir a defasagem de correção.
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PAC
muda data de INSS e Cofins
Valor Econômico |
O
pacote de nove medidas provisórias (MPs) editadas pelo governo
federal para compor o Programa de Aceleração de Crescimento
(PAC) é tão extenso que nem todas as novidades já
foram percebidas ou entendidas pelas empresas e seus advogados. Uma delas
está inserida na MP nº 351, que criou o Regime Especial de
Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura (Reidi) e reduziu
para dois anos o prazo mínimo para utilização dos
créditos do Programa de Integração Social (PIS) e
da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
(Cofins) decorrentes da aquisição de edificações
empresariais.
O artigo 9º da MP altera os artigos 30 e 31 da Lei nº 8.212,
de 1991 - que organiza a seguridade social, o INSS -, mudando do dia 2
para o dia 10 do mês seguinte o prazo para recolhimento das contribuições
para a Previdência Social. Com isso, como muitas empresas pagam
só no dia 5 ou no quinto dia útil, elas ganham uma margem
de manobra principalmente sobre a parte que recolhem do funcionário,
sem ter que recolhê-la antes mesmo de fazer o pagamento, avalia
o tributarista Eduardo Fleury, do escritório Monteiro, Neves e
Fleury Advogados. Mas ele ressalva que a mudança é muito
pequena, com pouco impacto no fluxo de caixa das empresas a ponto de ser
considerado um incentivo para o crescimento do país. As empresas
devem dar atenção à alteração, no entanto,
porque poderão fazer uso do novo prazo já a partir do mês
que vem, ou seja, sobre os pagamentos referentes a janeiro.
Outra troca, considerada ainda mais singela, foi para o recolhimento do
PIS e da Cofins, que passou do último dia útil da primeira
quinzena para o do segundo decêndio - do dia 15 para o dia 20. Como,
na prática, trata-se de direitos a mais, não há conseqüências
para quem continuar pagando na data usual. E como se trata de um aumento
ou novo tributo, não é necessário aguardar até
o próximo ano para começar a valer.
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Segurador
quer maior participação do corretor no controle de fraudes
Seguros em Dia |
Os
seguradores querem que as empresas corretoras de seguros e os corretores
autônomos também sejam obrigados a seguir as novas regras
de controles internos específicos para a prevenção
contra fraudes, que serão estabelecidas por circular da Susep.
Essa é uma das sugestões apresentadas pela Fenaseg no final
da audiência pública que colocou em discussão a minuta
da circular. O prazo para sugestões expirou nesta segunda-feira.
Os seguradores sugerem ainda que os programas de treinamentos de prevenção
à fraude não sejam específicos, para que se possa
realizá-los junto com outros tipos de treinamentos promovidos pelas
empresas do setor, tais como o de lavagem de dinheiro.
A Fenaseg propõe também que seja fixado um prazo de seis
meses para que as empresas do setor possam se adaptar às novas
normas. Na minuta colocada em debate a Susep estabeleceu prazos para que
as empresas do mercado enviem relatórios elaborados por auditores
independentes, sobre os critérios adotados para a avaliação
da exposição ao risco de fraudes. Caso esse tópico
da minuta seja aprovado, as empresas terão que enviar seus relatórios
até o dia 31 de outubro do mesmo exercício e 30 de abril
do exercício subseqüente.
Além disso, as empresas deverão elaborar estudos sobre o
risco de serem alvo de fraudes, principalmente com relação
aos produtos comercializados e as suas práticas operacionais. Esses
estudos terão que ser validados pela auditoria interna das empresas
a cada seis meses. A proposta estabelece ainda que, com base nesses estudos,
as empresas do setor desenvolvam e implementem estruturas de controles
internos específicos para tratar dos riscos identificados. A Susep
deseja que essas estruturas contemplem, entre outros tópicos, o
estabelecimento de uma política de prevenção, detecção
e correção das fraudes, avaliação de riscos
na contratação de funcionários e no desenvolvimento
de produtos e elaboração de critérios para identificação
dos clientes. |
Déficit
do INSS cresce 11,9% em 2006 e chega a R$ 42 bilhões
O Estado de São Paulo |
Apesar
de as receitas terem crescido e as despesas terem seguido um ritmo menos
acelerado, a Previdência Social fechou suas contas com um déficit
de R$ 42 bilhões em 2006. O resultado significou 11,9% de aumento
em relação ao ano anterior.
Para 2007, o Ministério da Previdência anunciou ontem que
projeta um rombo nas contas de R$ 47,2 bilhões, influenciado pelo
impacto do novo salário mínimo, de R$ 380, que começará
a ser pago em abril, e pelo crescimento vegetativo do número de
segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O ministro da Previdência, Nelson Machado, e o secretário
de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, comemoraram
o resultado de 2006 porque o déficit acabou um pouco abaixo das
projeções oficiais, que apontavam para um rombo entre R$
41 bilhões e R$ 43 bilhões.
As medidas de gestão adotadas ao longo do ano foram os motivos,
na avaliação do governo, do maior controle das despesas
com benefícios e do aumento de eficiência da máquina
arrecadadora.
A arrecadação total no ano passado alcançou R$ 123,52
bilhões, aumento de 13% em relação a 2005. Já
os gastos com o pagamento de 21,6 milhões de benefícios
previdenciários e 2,9 milhões de assistenciais aumentaram
13,4%.
O secretário ressaltou que medidas administrativas adotadas ano
passado, como a contratação de mais médicos peritos
e mudanças nos procedimentos de concessão de auxílios-doença,
reverteram a curva de crescimento explosivo em que se encontravam os benefícios.
Além disso, o censo que está sendo realizado desde outubro
de 2005 para identificar pagamentos indevidos ou irregulares entre cerca
de 17 milhões de segurados começou a apresentar resultados.
Ao final do censo, a estimativa do ministério é de cancelar
cerca 1% de benefícios indevidos e economizar até R$ 1,6
bilhão.
Pelo lado das receitas do INSS, em 2006, houve um aumento de 15% nas contribuições
previdenciárias. Segundo Schwarzer, isso é explicado, basicamente,
pela melhoria no mercado de trabalho com carteira assinada, que contratou
mais empregados do que demitiu no ano passado. Houve também um
aumento em torno de 9% na recuperação de créditos
devidos à Previdência Social.
Apenas em dezembro do ano passado, o INSS registrou um déficit
de R$ 2 bilhões, um saldo negativo 70% menor que ocorrido no mesmo
mês de 2005, quando o déficit foi de R$ 6,91 bilhões.
A melhora no déficit do último mês, que tradicionalmente
é o mais alto em cada ano, é meramente contábil.
Isso porque, no ano passado, pela primeira vez o governo federal dividiu
o pagamento do 13º salário em duas parcelas - em setembro
e dezembro -, o que acabou diluindo o impacto desse benefício no
resultado do mês. |
| Chubb
investe em programa de retenção de talentos Fenaseg |
Reter
talentos, ser competitivo na área de remuneração,
oferecer benefícios dentro do que o mercado exige e aproveitar
ao máximo uma equipe, é tarefa árdua. A consultoria
Accenture realizou uma pesquisa mundial, com mais de 4.100 pessoas que
buscavam novos empregos, para descobrir o que uma companhia deve oferecer
para atrair bons profissionais. O estudo, publicado esta semana na Revista
Exame, mostra que para 60% dos entrevistados um trabalho desafiador e
interessante vem em primeiro lugar no momento da escolha. Em segundo estão
o reconhecimento e as premiações, com 58%, e em terceiro,
com 44%, as oportunidades de crescimento rápido na carreira.
Atenta a esta questão, a direção da Chubb Seguros
vêm investindo, cada vez mais em uma política de retenção
de talentos, que inclui o pagamento de PLR (Participação
nos Lucros e Resultados), e de bônus para os funcionários
de alta performance, programas de treinamento e desenvolvimento, com cursos
técnicos e específicos, além de subsídios
para cursos de idiomas, graduação, entre outros incentivos.
Na última sexta-feira, a empresa anunciou o pagamento da PLR aos
seus colaboradores, benefício que foi estendido aos estagiários.
“Consideramos esses jovens como talentos que contribuem ativamente
para o crescimento da nossa empresa. Portanto, devem ter seu esforço
reconhecido”, afirma o presidente & CEO da Chubb, Acacio Queiroz.
A empresa também aposta em treinamentos contínuos, com cursos
técnicos e específicos de Liderança & Estratégia,
como o Chubb Business School - uma espécie de mini-MBA focado nas
tendências do mercado segurador e o Leardship Development Seminar,
seminário de liderança para que os profissionais aprendam
novos conceitos como motivar sua equipe, estratégias e metas de
vendas.
Além disso, atualmente, 15% do corpo de funcionários da
Chubb recebem subsídios para cursar algum idioma, 10% para graduação,
pós e MBA e 65% dos colaboradores com alta performance participaram
e iniciativas no exterior como os citados pelo executivo.
A política de retenção já vem mostrando resultados.
A operação brasileira faturou R$ 540 milhões em 2006
(até novembro), apresentou um crescimento de 140%, considerando
os últimos dois anos e aumentou a produtividade por funcionário
em 142%. |
| Faturamento
alto no setor de seguros para este ano Seguros.inf.br |
De
acordo com uma projeção feita pela Susep (Superintendência
dos Seguros Privados), o mercado de seguros deverá faturar R$ 54,9
bilhões em 2007, sem considerar o ramo saúde, atualmente
sob a jurisdição da ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar).
Segundo informações do Portal Seguros.com.Br, esse valor
é 10% maior que o apurado no ano passado. Novamente, o VGBL será
a principal fonte geradora de receita, responsável por cerca de
32% do total. Na seqüência, virá a carteira de automóveis,
com aproximadamente 25%.
Mercado teve um dos maiores crescimentos da economia segundo um levantamento
feito pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros
Privados e de Capitalização), o setor de seguros foi um
dos segmentos da economia brasileira que mais tiveram crescimento em 2006.
Isso porque o faturamento acumulado até outubro (da ordem de R$
48,3 bilhões) foi, em termos reais, 16,3% maior que o registrado
no mesmo período de 2005. |
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Marduk
Corretora de Seguros Ltda Tel
(11) 2116-6281 / Fax (11) 2116-1064 Registro
SUSEP 50026.1.040335-1 |
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